6º Domingo do Tempo Pascal

É na intimidade da última Ceia que Nosso Senhor diz as palavras que acabamos de ouvir. Judas já havia saído; Jesus chamou os apóstolos de “amigos”. Assim também, neste domingo, nós, os amigos de Cristo, nos encontramos nesta Santa Missa com Ele, assim como os seus discípulos naquela primeira Missa, celebrada no Cenáculo. A Igreja, hoje, se reúne com seu Senhor!

Este domingo é o último antes da Ascensão do Senhor e de certa forma nos prepara as solenidades que se aproximam. São João no Apocalipse nos falou da “Cidade Santa, Jerusalém”, é a imagem do Céu, mas é também figura da Igreja Católica. Aproveitemos esta ocasião, portanto, para meditar sobre a Igreja, como nos sugerem os textos bíblicos que foram proclamados na Missa de hoje. Por isso convém responder algumas perguntas:

1) De onde vêm essa cidade? Ela “desce do Céu”, diz João. Ela vem de junto de Deus. Sim, a Igreja não é uma invenção nossa, não é uma criação humana, a Igreja é projeto divino, Ela nasceu do coração de Deus! 

2) Como é construída? Diz o Apocalipse que ela tinha doze muralhas, doze alicerces, simbolizam os Apóstolos. É a imagem do colégio dos bispos unidos ao Papa, sucessores dos Apóstolos. É por isso que, na primeira leitura, diante de uma dificuldade que surge na comunidade primitiva, os bispos, reunidos, tomam uma decisão, e podem dizer, como ouvimos: “nós e o Espírito Santo decidimos!”. 

3) Quem pode morar nela? Todos podem entrar e fazer parte da nossa Mãe Católica. Por isso, na visão, a cidade tem portas para os quatro cantos da terra: na Igreja tem lugar para todos e deve ser anunciada a todos. Os Atos dos Apóstolos nos narram justamente essa preocupação dos primeiros evangelizadores de fazer Cristo conhecidos por todos os povos. 

4) Como morar nela? A resposta para esta última pergunta se encontra no Evangelho, nas palavras ditas por Jesus na intimidade da Santa Ceia. Três palavras usadas por Jesus nos ensinam a como tornar-se Templo Vivo deste edifício espiritual que é a Igreja, corpo místico de Cristo: amar, guardar e morar. Aquele que ama Jesus, guarda seus ensinamentos (e os coloca em prática) e, dessa forma, é morada de Deus

Que esta Celebração Eucarística nos encha dessa bonita certeza: nunca estaremos sozinhos. O Senhor está conosco! Que a Virgem Maria, aquela que amou, guardou e se tornou morada do Senhor, interceda por nós!

Maria, mãe do ressuscitado, rogai por nós!

(Pe. Anderson Santana Cunha)